Quatro da Manhã
São quatro da manhã. A casa inteira parece ter feito um acordo silencioso com a noite. Só eu continuo acordado, encarando um teto que não responde, enquanto os pensamentos insistem em abrir gavetas que passei anos mantendo fechadas. É curioso como a madrugada muda o peso das coisas. Durante o dia, a pressa disfarça perguntas, empurra lembranças para depois e convence a gente de que está tudo bem. Mas, quando o mundo adormece, sobra apenas a companhia da própria consciência. E ela sempre fala baixo, Continue lendo→