Haja Luz
Eram cinco e pouca da manhã. Abro os olhos e o quarto ainda é escuro, num breu que parece espelhar o interior da minha própria mente. Antes mesmo de afastar o lençol, o peso do dia bate à minha porta. É uma visita indesejada, pontual, carregando uma prancheta invisível com todas as obrigações, prazos e problemas que me aguardam do lado de fora. Sinto aquele silêncio espesso de quem mal despertou e lido com a mente dispersa que o cansaço da véspera deixou de herança. Continue lendo→